quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Jornalismo pobre ou intencional?


Há anos o jornalismo deixou de cumprir sua missão profícua como o quarto poder. Seus valores e sua importância sempre foram reconhecidos pela sociedade. Lamentavelmente, estamos acompanhando – com raras exceções -, um jornalismo feito por militantes partidários oriundos das universidades tomadas pelas doutrinas marxistas.

A função básica do bom jornalismo é o de informar, com critérios, com fundamentações, buscando as verdades dos fatos e, principalmente, levando ao conhecimento da população os fatos de interesse social, político e econômico, mesmo sabendo que em alguns setores da Comunicação a imparcialidade tenha passado longe para dá lugar às questões lucrativas e ideológicas.

O histórico programa “Roda Viva”, da TV Cultura, uma voz sempre ouvida pelos brasileiros, que apreciam o bom jornalismo, de há algum vem sendo alvo de críticas fundamentadas na postura de seus condutores e entrevistadores, que, na maioria das vezes, são integrantes de meios de comunicação com viés ideológicos e deixam de prestar um bom serviço para ratificar posições que defendam seus pontos de vista. E, assim, vão deixando de esclarecer a quem vai para frente da televisão em busca de dados importantes extraídos dos entrevistados.

A desconfiança do público em relação ao “Roda Viva” foi ratificada na última segunda-feira (30/07), quando da entrevista do candidato Jair Bolsonaro. A audiência do programa bateu todas as demais de canais de tevê abertos do País com 75%, recorde de acessos nas redes sociais e nenhuma novidade veia a público do candidato, pois os entrevistadores se ativeram apenas a acusar o candidato. Até parecia que o programa foi feito apenas para tirar votos do candidato e não para esclarecer ao público - uma das funções do ético jornalismo.

O povo brasileiro não está mais interessado no que aconteceu em 1964, na guerra do Araguaia, se os militares fizeram isso ou aquilo. Estamos interessados em saber o que o candidato tem a falar sobre temas relevantes para tirar o País desse caos. Esperava-se ele apresentando algo convincente em áreas como educação, saúde, segurança, salários; sua luta contra corrupção, quais seus programas para manter o homem no campo, a desburocratização de setores públicos, seus objetivos quanto à economia do País.  E nada disso ou quase nada foi “provocado” pelos distintos jornalistas. O programa foi como se alguém saísse de casa para assistir ao jogo de time de seu coração e quando chegou ao estádio, não teve jogo e nem uma explicação plausível.

Os entrevistadores de qualquer programa têm que ser como o árbitro de futebol, que apita sem aparecer mais que os jogadores. É o que estamos vendo em muitos programas jornalísticos no Brasil. E o que é pior: Tem muitos companheiros que vão para uma bancada despreparados e sem conhecimento do que acontece no País, ou, pelos menos ao seu redor. E acabam perdendo preciosos espaços com perguntas inócuas, que já foram feitas em todas demais entrevistas das quais o candidato já participou.

Acredito que alguns “profissionais” não estejam compreendendo o que a maioria dos brasileiros já entendeu: Que não há, pelo menos, o mínimo de jornalismo imparcial, pois tem-se visto jornalistas atuarem como torcidas organizadas. E isso vem desmoralizando profissionais e a própria Imprensa.

Aí fica a pergunta: É mesmo pobreza no nosso jornalismo ou é de fato uma ação intencional dos que o fazem?

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O autor é jornalista e pastor evangélico

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Qual a função de uma igreja?

Foto ilustrativa: Google imagens
Muitas pessoas discriminam uma igreja evangélica que tenha sido implantada próxima de sua residência ou até a pessoas que procuram uma comunidade cristã para encontrar uma resposta real para a sua existência.

Contudo, nada melhor do que o esclarecimento a essas pessoas que veem outros humanos indo à uma igreja de forma distorcida. O primeiro passo é responder a pergunta: Qual a importância de uma igreja evangélica? A resposta está baseada nas ações que são realizadas dentro de uma visão bíblica que beneficiam a cidade e o próprio cidadão. São eles:

1. A igreja é implantada para pregação do evangelho, defender a fé cristã e levar o homem à mudança de vida social pelos preceitos da Palavra de Deus (Judas 3; Mateus 28:19-20; Romanos 12:1-2);


2. A igreja é implantada objetivando, ainda, levar as pessoas a conhecerem os rumos de sua vida, sobretudo no que se refere à eternidade após a morte física – conforme está determinado pela Palavra de Deus (1 Tessalonicenses 4:13-18);

3. A igreja é implantada pensando na instrução da Palavra de Deus, conforme explícito em 2 Timóteo 3:16-17 (“A Palavra de Deus é útil para ensinar, corrigir, repreender e educar em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa”);

4. A igreja é implantada para levar alegria, paz, esperança ao coração de tantas pessoas, que vivem praticamente alijadas da vida social de sua cidade (Mateus 11:28-30; João 16:33);

5. A igreja é implantada para ser porta-voz de Deus aqui na terra através da evangelização, ação social, da comunhão e do “repartir” com os mais necessitados (Atos 2:42-47);

6. A igreja é implantada para ser um lugar de inclusão social, respaldada pela Palavra de Deus, tendo como base princípios, como: Amor, humildade, compreensão, justiça, compaixão sem esquecer de os Dez Mandamentos.

7. Além disso, uma igreja seriamente implantada na cidade promove outros benefícios à administração pública, pois haverá menos drogados, menos casos de prostituição, menos viciados em fumo, bebidas e remédio; menos casos de depressão, menos casos de assassinatos. Desta forma, o custo social de quem está numa igreja ou procurando viver conforme à Palavra de Deus é ZERO para cofres públicos do Município.

Portanto, a população precisa conhecer esses detalhes e apoiar mais as igrejas que vivem de forma séria, cumprindo seus objetivos, conforme está determinada pela Palavra de Deus.

Jorn. Gomes Silva
Pastor da CEPEAPB em Alagoa Grande/PB

quinta-feira, 8 de março de 2018

Você conhece a rua dos evangélicos?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Sexo no Princípio


Quando ouvem as palavras “sexo” e “Bíblia” na mesma frase, muitas pessoas levantam suas barreiras mentais, não querendo ouvir um sermão com propósito de estragar os prazeres da vida. A tendência é ver a Bíblia como um livro ultrapassado, e procurar uma perspectiva mais moderna sobre esse aspecto fundamental da vida. Antes de resistir à ótica bíblica sobre o sexo, faríamos bem em avaliar honestamente o que esse livro diz sobre o assunto. Essa avaliação, porém, pode exigir esclarecimento sobre algumas atitudes distorcidas.

Discussões sobre o sexo e a moralidade tendem a se polarizar em dois extremos que, da perspectiva bíblica, são igualmente errados. Vamos considerar esses dois erros:

(1) Alguns tratam o sexo como intrinsicamente sujo, um mal necessário. Contrariando toda a evidência bíblica, alguns religiosos até sugerem que o sexo foi o pecado original cometido por Adão e Eva! Outros tratam o sexo como algo que Deus deu exclusivamente para o propósito de procriação, e tratam de maneira negativa qualquer prazer sexual. Alguns falsos mestres até ensinam que marido e mulher devem se abster do sexo. Infelizmente, não precisam ir longe para achar algum apoio para essa ideia no contexto religioso, pois milhões de pessoas defendem a noção que Maria teria negado ter relações com seu próprio marido, mesmo depois do nascimento de Jesus (que não é o que a Bíblia diz em Mateus 1:24-25). Todas essas ideias vêm de homens, e não da Bíblia! Depois de séculos de ensinamentos desse tipo, não nos surpreende observar que até muitos pais cristãos têm vergonha de ensinar seus próprios filhos sobre o assunto, deixando jovens à mercê de colegas, representantes do governo (professores, profissionais de saúde etc.) e a internet. O sexo, corretamente entendido e mantido no contexto determinado por Deus, é bom e puro.

(2) Outros consideram o sexo um mero processo biológico, sem maior significado. Embora nem sempre expressado em palavras claras, esse pensamento permeia a sociedade atual. Alguns pais incentivam seus filhos a buscar experiências sexuais. Filmes e novelas tratam o sexo como uma atividade para entretenimento, uma diversão ou conquista sem compromisso e sem sentido. A pornografia que se espalha pela internet alimenta essas ideias. Especialmente para pessoas que negam a existência de Deus e atribuem a existência humana a um processo natural de evolução, o sexo entre seres humanos se torna praticamente igual ao acasalamento de animais. Essa tendência é frequentemente manifestada quando pessoas procuram justificar diversos comportamentos sexuais porque encontram comportamentos paralelos entre animais. Assim, podem dizer que a poligamia é “natural” porque cachorros não se limitam a um parceiro, ou homossexualismo é “natural” porque alguns elefantes, besouros-da-farinha ou outros animais são homoafetivos. Não quero nem pensar nas implicações desse tipo de lógica quando as mesmas pessoas estudam espécies de polvos, aranhas e insetos entre os quais as fêmeas matam os machos depois do acasalamento! O sexo humano, da ótica saudável bíblica, não é baseado em comportamentos observados no Reino Animal.

A abordagem equilibrada desse assunto, da perspectiva bíblica, começa no dia em que Deus criou o primeiro casal. O relato bíblico da Criação diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a...” (Gênesis 1:27-28). No mesmo contexto, encontramos as instruções divinas e a descrição do relacionamento desse casal no primeiro casamento: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gênesis 2:24-25). Precisamos observar um fato extremamente importante aqui: Esses versículos descrevem a vontade de Deus para o casal que ele criou antes do primeiro pecado, que é registrado em Gênesis 3. Deus deu o sexo para os seres humanos logo que criou o primeiro casal. Esse relacionamento, por si só, não tem nada a ver com o pecado!

O sexo no contexto estabelecido por Deus, como um relacionamento especial entre marido e mulher, é bom, decente e puro. O problema não está no que Deus criou, mas na maneira como os seres humanos têm profanado e banalizado o presente consagrado que o Senhor nos deu. Vamos lutar para resgatar a pureza do sexo, para que possamos apreciar sua beleza e usufruir dos seus benefícios em nossos casamentos.

-por Dennis Allan

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O cristão e a música mundana

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Fp 4:8

Recentemente, participei de um evento que refletia sobre o que é e a importância da cosmovisão cristã, ou seja, da visão de mundo sob a ótica do Cristianismo. Foram dias fenomenais! Cada palestra mais instigante e edificante do que a outra, e assim se transcorreu a semana.

Entretanto, no último dia, todos os participantes se reuniram para uma espécie de confraternização em um local que eu, na minha ingenuidade, achei que seria apenas uma lanchonete. Ao chegar ao local, percebi que era um barzinho com música ao vivo. Como havia algumas pessoas que estavam de carona comigo, resolvi sentar, comer e então ir embora.

Não obstante o incômodo que o local trazia, pensei que estar junto com os irmãos faria com que o ambiente ficasse mais agradável, afinal, ali estavam pessoas altamente qualificadas e que haviam se comprometido em mudar o mundo, levando os princípios e valores de Cristo!

De repente, o cantor começa a cantar uma música da banda Paralamas do Sucesso. Nessa hora, a maioria esmagadora da mesa (havia cerca de 50 pessoas) começou a cantar, bater palmas e dançar, em sincronia, de um lado para o outro em seus lugares. Olhos fechados, rostos sorridentes e a sintonia das palmas em consonância com a malfadada música era a fotografia do momento.

Irmãos, nesse momento tive vontade de chorar! Meus olhos se encheram de lágrimas. Meu coração ficou apertado. Comecei a falar com Deus dizendo: “Senhor, são essas pessoas que vão mudar o mundo? Eles se esqueceram de que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus?” Continuei falando com o Senhor: “Será que todos aqui estão certos e eu é que estou errado?” Então o Senhor trouxe ao meu coração, instantaneamente, a Sua Palavra: “(…) Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4

Após esse evento, pude perceber que o liberalismo e a máxima do “tem nada a ver” têm infectado a Igreja e o povo de Deus. É comum se utilizar a declaração de que a Bíblia não nos proíbe nada, sob a perspectiva de que tudo me é lícito, e que imputar proibições seria, na verdade, uma prática legalista. Veja, essa é, na verdade, uma declaração falaciosa. Legalismo, na verdade, é utilizar a Palavra de Deus para pecar. Legalismo é isolar um versículo da Bíblia, e porque este diz, dentro de um contexto, que todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm (1 Co 6:12), esquecer todo o restante da Bíblia. O verdadeiro legalismo é utilizar as Escrituras como meio de justificação para a prática do pecado!

Entrando mais a fundo no cerne desse artigo, têm surgido, de forma reiterada, notícia pós-notícia de que cantores do mundo gospel estão entoando músicas seculares, ou até mesmo frequentando shows da mesma espécie. Desde Kleber Lucas, Thales Roberto, Perlla, Priscila Alcântara e agora o vocalista do Oficina G3, Mauro Henrique, as notícias não param de surgir.

O pior é que essa gente tem arrastado um caminhão de incautos. São líderes sem compromisso verdadeiro com Deus, amantes mais dos seus prazeres do que da presença do Altíssimo. Estamos vivendo tempos em que o diabo tem entrado nas Igrejas, tomando a adoração para si; tempos em que não há mais adoração, e sim desejos, pecados, lucros exacerbados e autopromoção.

Daria para escrever um artigo sobre cada um desses “crentes” citados acima, mas quero me ater apenas à justificava do último deles, Mauro Henrique. Ao ser questionado sobre o fato de ter cantado Beatles em determinado show, a sua resposta foi a seguinte: “Essas oportunidades fazem com que as pessoas que têm algum preconceito da religião percebam que não somos bitolados. Tenho uma relação boa com vários artistas seculares. Música para mim, é música1.” E aí está o motivo pelo qual a simbiose de cantores evangélicos com o mundanismo tem se tornado cada vez mais frequente.

O cerne da questão, como sempre, está no coração. A música, de fato, é algo bastante envolvente, e o fato de músicos que se intitulam cristãos sucumbirem à música mundana ocorre porque estes amam mais a música do que a Deus. Para eles, a música dá tanto prazer que, embora não glorifique a Deus, as suas carnes não conseguem resistir. São pouco, ou quase nada, conhecedores da Palavra de Deus, sempre utilizando a máxima “não julgueis” ou “Deus é que é o juiz”, ou ainda “não seja legalista” para justificarem suas práticas cheias de satisfação egocêntrica e mundana. Hipócritas! Não têm qualquer temor ou reverência a Deus.

Falsos cristãos, amantes de si mesmos, amigos do mundo e dos prazeres do mundo! Eles escarnecem do evangelho e do nome do Senhor Jesus, gerando escândalos e profanando o nome Santo do Senhor, dando mal testemunho e impedindo que o pecador caído se aproxime de Deus! Como a Palavra do Senhor assegura, serão responsabilizados: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos.” Lc 17:1-2.

Deus, segundo a Sua Santa Palavra, procura adoradores em Espírito e em verdade. Aqueles, porém, têm profanado o altar de Deus. Deus não habita em meio ao pecado e a Justiça de Deus não tardará em se cumprir.

Há quanto tempo você não vê um aleijado levantar de uma cadeira de rodas? Há quanto tempo você não vê um cego retomar a visão? Há quanto tempo você não vê um portador de AIDS ser curado? Se é que você viu um dia. Ora, Deus mudou? Decerto que não. Deus continua o mesmo. A verdade é que o povo de Deus, ao contrário do que havia na Igreja primitiva (E em toda alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. At 2:43), não há mais temor ao Senhor. Pessoas têm “saído” do mundo com seus vícios e desejos e não permitem que Deus as liberte. Então começam a subir nos púlpitos para cantar, mas com o coração na MPB, no funk e no pop rock. Não se engane, Jesus disse que onde estiver o seu coração, ali estará o seu tesouro.

A Palavra do Senhor nos garante que Deus não relativizou Sua Santidade. O que ocorreu é que Aquele que é Santo, Jesus Cristo, pagou o preço por todos que lhe têm como Senhor e Salvador. E nestes, habita o Espírito Santo de Deus. Ser templo de Deus significa ouvir a voz do Senhor e permitir que Ele nos transforme. Todavia, aqueles que não têm qualquer convencimento de seus pecados assim o estão por não ouvirem mais a voz do Senhor. Suas consciências estão cauterizadas e, como mortos, já não sentem a dor e a culpa pela prática do pecado. A ira de Deus continua existindo, e tem aumentado a cada dia, até que o cálice da ira de Deus transbordará!

Se você se diz crente em Jesus Cristo e não teve sua mente transformada, libertando-o de seus velhos prazeres, práticas e condutas, sinto lhe dizer que você precisa de conversão. Você pode até ainda não conseguir vencer suas lutas contra o pecado, mas o que não pode acontecer, de maneira nenhuma, é você conviver com o pecado achando que em Jesus você pode fazer o que quiser sem qualquer consequência. É a podridão do pecado não te incomodar mais. É você estar com sua mente cauterizada e dormente. É o mundanismo ser tratado como normal e o santo passar a se misturar com o profano.

O Apóstolo Paulo nos diz que, em Cristo temos nossa mente renovada: “E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Rm 12:2. Este termo (renovação) no grego é metanoia, ou seja, completa transformação da mente em Cristo Jesus. Mas atente ao início do versículo: “E não vos conformeis com este mundo”. Conformar com este mundo é tomar a forma do mundo! Faça um exercício voltando ao exemplo no início desse artigo, e reflita: ao ver aquela cena, você diria que se tratava de pessoas do mundo ou crentes em Jesus?

Ainda com relação à declaração do vocalista do Oficina G3, se ser bitolado é odiar o pecado e o modelo desse mundo, então eu sou sim bitolado, e graças a Deus por isso!

A Bíblia diz: “Apartai-vos de toda aparência do mal”. 1 Ts 5:22. Ora, só a aparência do mal já é algo pecaminoso!

Queridos, a música tem em si uma característica de adoração. Ela penetra no coração! O que tem entrado no seu coração? Você tem guardado seu coração a Deus? Se você ainda tem necessidade de viver as coisas outrora vividas, precisa permitir que Jesus o liberte completamente. Clame a ele e odeie o pecado!

Igreja, clamo com o mais profundo da minha alma: não relativize as verdades de Deus. Não perca tempo com o mundo, nem entregue seu coração àquilo que quer ocupar o lugar do Senhor! A sua comunhão com Deus e a sua eternidade são valiosas demais para serem arriscadas com algo que fará você se parecer com o mundo e com aqueles que escarnecem ao Senhor Jesus!

Apenas a título de exemplo, um dos maiores compositores de música clássica do séc. XIX, Richard Wagner, era satanista declarado, e muitos cristãos o ouvem, sem saber, até os dias de hoje. Cuidado com o que você ouve e adora! Não arrisque. Você tem muito a perder…

Por fim, não conheço um herói da fé que tenha tido profunda intimidade com Deus e tenha perdido tempo com a adoração e o padrão deste mundo!

Que nosso Senhor Jesus te abençoe grandemente e lhe discernimento espiritual para que você não seja enganado por este mundo caído.

Grande Abraço,

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Hélio Roberto

Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília. Contato para ministração e estudos bíblicos: helior.ssousa@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Claro que existem pastoras! Entretanto sem base bíblica para tal fato

Renato VargensPastor da Igreja Cristã da Aliança - Niterói(RJ). 

Na minha perspectiva a ordenação de mulheres ao pastorado é uma significativa distorção teológica. Lamentavelmente tenho visto nos últimos anos inúmeras igrejas consagrando mulheres ao ministério pastoral. Isto posto, gostaria de forma prática e objetiva elencar 07 motivos porque não creio em mulheres pastoras:

1- As Escrituras não referendam a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Não vejo na Bíblia nenhum texto que apoie a ordenação feminina ao presbiterato.

2- Jesus não chamou apóstolas entre os doze. Todos os apóstolos escolhidos por Jesus eram homens.

3- As Escrituras não defendem o Igualitarismo e sim o complementarismo.

Igualitaristas: Esta corrente, afirma que Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais; e que o domínio masculino sobre as mulheres foi parte do castigo divino por causa da queda, com conseqüentes reflexos sócios-culturais. Segundo os igualitaristas mediante o advento de Cristo, essa punição e reflexos foram removidos; proporcionando conseqüentemente a restauração ao plano original de Deus quanto à posição da mulher na igreja. Portanto, agora, as mulheres têm direito iguais aos dos homens de ocupar cargos de oficialato da Igreja. Além dos igualitaristas, encontramos os complementaristas , que por sua vez entendem que desde a criação – e portanto, antes da queda – Deus estabeleceu papéis distintos para o homem e a mulher, visto que ambos são peculiarmente diferentes. A diferença entre eles é complementar. Ou seja, o homem e a mulher, com suas características e funções distintas se completam. A diferença de funções não implica em diferença de valor ou em inferioridade de um em relação ao outro, e as conseqüentes diferenças sócios-culturais nem sempre refletem a visão bíblica da funcionalidade distinta de cada um. O homem foi feito cabeça da mulher – esse princípio implica em diferente papel funcional do homem, que é o de liderar.

4- Paulo não fala de presbíteras, bispas, muito menos pastoras. As referências a essas vocações nas Escrituras sempre estão relacionadas aos homens. Não é preciso muito esforço para perceber que não existiam pastoras nas igrejas do Novo Testamento.

5- Os reformadores e os pais da Igreja nunca defenderam o ministério pastoral feminino.

6- Os apóstolos determinaram que os pastores deveriam ser marido de uma só mulher e que deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6).

7- A mulher não possui autoridade sobre o marido.( I Tm 2:12 ) Ora, se ela é pastora e o seu marido não, ela fere o principio de autoridade da Bíblia, tornando-se lider do marido.

Prezado leitor, quando afirmo que mulheres não podem ser pastoras o faço na perspectiva de governo. O governo da igreja juntamente com os oficiais que a regem são eminentemente masculinos. Na Bíblia você nao vê nem tampouco encontra mulheres que governam a igreja. Todas as recomendações Paulinas quanto a presbíteros são para homens. Todavia, o fato das mulheres não governarem a igreja, não impede com que preguem ou ensinem a palavra de Deus, entenderam? O governo da igreja é masculino e não feminino. As mulheres podem servir a Deus, contudo, governar é uma prerrogativa masculina.
Pense nisso!

NOTA DA REDAÇÃO
Se a separação da mulher e sua consagração para o ministério pastoral não é bíblico, fica uma pergunta: Quem autorizou a consagração da mulher ao ministério pastoral feminino?

Se Deus criou o homem e a mulher com suas funções específicas, por que algumas mulheres insistem em ser o que Deus não autorizou?

Se o ministério pastoral feminino não está registrado nas páginas na Bíblia, principalmente no Novo Testamento e muito menos foi citado por Jesus Cristo e seus seguidores, sobretudo pelo apóstolo Paulo, qual a intenção das mulheres em serem pastoras e porque a permissão dos ministérios?

Se não está na Bíblia qual o castigo para quem quebra os princípios da Palavra Inspirada pelo Espírito Santo?

Se existe essa forçada de barra na Palavra de Deus, contrariando o Espírito Santo de Deus, podemos enquadrar as pastoras e aqueles que as consagraram (principalmente) no texto de Mateus 7:22-23?
  • Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

Alguém vai ser responsabilizado pelo Senhor.


Pr. Gomes Silva


Foto: http://istoe.com.br/325432_A+FORCA+DAS+PASTORAS/




segunda-feira, 3 de outubro de 2016

JESUS NÃO É CABO ELEITORAL NEM LEGITIMA CANDIDATURAS

Gomes Silva
 Mais um processo eleitoral está chegando ao final. Neste domingo (2/10) eleitores de  5.570 municípios brasileiros vão às urnas eleger os novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos de mandato. Eles carregam a desconfiança de milhões e a dúvida de milhares de representados. Isto porque, muitos deles já enfrentaram pleitos como este, porém entre o discurso de campanha e o que fizeram na prática, passou longe da expectativa do eleitorado. E nesse emaranhado de postulantes estão aqueles que se dizem ser representante do povo cristão, mas tem os mesmos procedimentos de quem nunca foi declarou seguidor de um credo religioso.

Como se sabe, em boa parte dos municípios diversos candidatos conseguiram junto ao TSE uma liminar que lhes permitiram entrar na disputar por um dos cargos públicos já elencados, uma vez que no passado exerceram idêntica responsabilidade e cometeram atos que desabonaram sua administração.  Mesmo assim, tentam conquistar a confiança do eleitorado. Já em outros municípios a desconfiança paira sobre candidatos que nunca foram "nada". Eles entraram ao pleito deste ano cheios de promessas, porém não passam de “crias” de oligarquias, que se revezaram no poder durante décadas, porém não deixaram saudade para seus munícipes. O que tende mesmo a prevalecer é o voto em candidato "Ficha Limpa" e que tenha sido atuante em administrações anteriores.

E, no meio dessa desconfiança o que menos importa é a filosofia dos partidos em disputa. Em cada Município sempre estão presentes siglas da "Direita" e da "Esquerda" e pouquíssimas pessoas conhecem a filosofia da sigla nem procura saber de seus candidatos qual o seu juízo de valor de temas importantes como "aborto", "casamento de pessoas do mesmo sexo", "ideologia de gênero", "escola com partido", "descriminalização da maconha". Só que, por conta da ingenuidade de alguns, existe candidatos assegurando que são contrários a tudo que for prejudicial à população. No entanto, isto fica apenas na teórica, pois, na prática, comungam com os mesmos pensamentos dos “caciques” partidários e da filosofia adotada pela sigla que lhe concedera o direito à candidatura.

Outros procuraram em siglas ligadas à religião o espaço através do qual tentará neste domingo chegar à Prefeitura ou à Câmara de Vereadores. Eles se valem da estrutura eclesiástica e do apoio de ministros religiosos, com discursos carregados de conotação religiosa e moral, tentando, assim, convencê-los de que são ideais para representá-los no poder Executivo ou Legislativo. E muitos líderes ouvem esse discurso e “caem” ante as promissões e até acabam exigindo do “rebanho” o voto para determinado candidato.

Dentro de sua missão institucional, a Justiça Eleitoral deveria assegurar a liberdade de consciência do eleitor, notadamente para coibir a prática dessa nova espécie de abuso de poder religioso, através do qual candidatos utilizam-se do discurso religioso para captar votos das igrejas como trampolim para a conquista de mandatos eletivos, somados ainda, à ingenuidade e simplicidade da parcela menos esclarecida da população, para quem a influência exercida está acima da razão, no campo sagrado da fé.

Assim, surge a indagação: Um padre, pastor, irmão qualquer não pode lançar-se candidato? Pode, mesmo havendo aqueles que suscitem o princípio da laicidade do Estado como argumento de contrariedade à influência religiosa no processo eleitoral. O que não pode mesmo é transformarem a igreja do Senhor Jesus Cristo em palanque ou curral eleitoral de nenhuma candidatura. Afinal, Jesus não é cabo eleitoral de ninguém, nem está legitimando a pretensão de quem quer que seja.

O templo cristão é um lugar que fora preparado para os fieis cultuarem a Deus. E não pode passar da prática da oração, da ministração do evangelho e da ação social e envereda pela prática ilegal da mendicância de votos. Líder nenhum pode usar a igreja para coagir outros a votarem em candidatos de sua preferência. 



Foto ilustrativa: google imagens



OBS: Este artigo deveria ter sido pulicado dia 30 de setembro do ano em curso o que não aconteceu por conta de problemas técnicos.